Nos últimos dias houve um agravamento da pandemia da Covid-19. Com a alta dos casos ativos e da taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), novas medidas estão sendo tomadas pelos governos para conter a transmissão da doença. Estes fatores somados a chegada das vacinas geram muitas dúvidas para a população em geral. Nesta segunda-feira (1°), o assunto foi destaque no programa Ponto de Encontro. A programação contou com a participação de três especialistas que conversaram a respeito das dúvidas dos ouvintes da Rádio Marconi.

O doutor Leandro Avany Nunes, presidente da Unimed Criciúma, explicou sobre a alta da taxa de infectados na região e os motivos que levaram a isso. Avany afirma que o momento que a saúde está passando é um dos mais difíceis e críticos desde o início da pandemia no Brasil. Segundo o especialista, este aumento expressivo do número de contaminados pode estar relacionado com o verão, que propicia mais aglomerações de pessoas, o relaxamento das medidas de prevenção a Covid-19 por parte da população e o surgimento da nova variante. No entanto, de acordo com Avany, o real motivo do aumento dos casos são as aglomerações, no qual as mais perigosas são aquelas íntimas, ou seja, os encontros com familiares e amigos.

Ouça a entrevista completa com o doutor Leandro Avany:

 

O diretor executivo do Grupo Búrigo, doutor Renan Grijó Búrigo, explanou sobre o Webinário realizado na última semana. O encontro virtual visou a discussão da eficácia das vacinas desenvolvidas contra o novo coronavírus. Atualmente, há duas vacinas aprovadas contra o coronavírus no Brasil, a CoronaVac e a AstraZeneca. Por serem desenvolvidas com uma tecnologia compatível com a existente no Brasil, o país consegue ofertar essas vacinas a população. Segundo o especialista, uma outra vacina possível seria a desenvolvida pela empresa Pfizer, porém é mais cara e necessita de refrigeração de -70°C, no qual não tem estrutura ainda no país. Ainda não há contraindicações referente às vacinas. O doutor frisou que os laboratórios Búrigo não ofertam essas vacinas, pois no momento somente o Governo Federal pode realizar as compras das doses. Mas o diretor do Grupo Búrigo destaca que a vacina da H1N1 vai estar disponível a partir do dia 20 deste mês. O doutor explica que vacinas virais devem ser feitas com 30 dias de diferença, ou seja, se uma pessoa tomou a vacina da CoronaVac ou da AstraZeneca, somente após 30 dias de tomar a segunda dose, poderá tomar a da H1N1.

Saiba mais sobre as vacinas e os assuntos abordados na entrevista com o doutor Renan Búrigo:

 

As diferenças da primeira onda da Covid-19 e da atual que a região está enfrentando, o que pode ser feito para diminuir o contágio e o que se sabe das vacinas também foram temas esclarecidos pelo doutor Renato Matos. O profissional explicou que no começo da pandemia, em março de 2020, o comportamento do estado era mais adequado, hoje o relaxamento com relação as medidas é maior, principalmente com o começo da vacinação, pois a população começa a pensar que está tudo normal novamente. Questionado sobre o tempo de duração da Covid-19 em superfícies, Matos afirma que são poucas as horas, visto que o vírus não sobrevive muito tempo fora do corpo. O especialista frisou que com o sistema de saúde lotado o atendimento tende a ser ruim, e isso não é o desejável pelos profissionais e nem pelos pacientes.

Confira a entrevista completa com doutor Renato Matos: