Regulamentar a compra de vacinas contra a Covid-19 pelo estado de Santa Catarina diretamente dos fabricantes. Este é o objetivo do Projeto de Lei protocolado pelo deputado estadual, Neodi Saretta (PT), na Assembleia Legislativa (Alesc). Para a compra, é necessário que as vacinas tenham a taxa de eficácia mínima de 50% recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Anvisa.

O deputado Neodi Saretta conversou com a Rádio Marconi sobre o Projeto de Lei. No programa Giro Final, apresentado pelo repórter Edi Carlos De Rezende, Saretta explicou o objetivo principal do projeto protocolado e o que os catarinenses devem esperar por ele. Ouça:

 

“É claro que o ideal é que a União as adquira, através do Ministério da Saúde, mas é importante o protagonismo do Estado. Temos poucas vacinas, o governo brasileiro demorou para comprá-las, está com dificuldades em adquirir mais e a Anvisa para aprovar novos imunizantes”, disse o deputado, na manhã desta quinta-feira (18), em pronunciamento no Plenário.

Saretta usou como exemplo o caso do consórcio do Nordeste, que foi atrás da vacina Sputnik e teve a perspectiva da compra de 55 milhões de doses. “Quando o negócio estava encaminhado, colocou à disposição do Ministério da Saúde”, comentou.

O projeto também prevê que o governo poderá firmar convênios com a iniciativa privada. Assim, será preparada a logística de vacinação dos trabalhadores de empresas catarinenses e adiantado o calendário de imunizações, desde que comprovada a vacinação da prioridade anterior.

Agilidade

O deputado destacou a importância da agilidade na aplicação das vacinas quando chegam à ponta, pois a demora é muito grande. “As primeiras doses eram poucas e os grupos muito restritos”, afirmou. “Determinados municípios colocaram apenas idosos a partir de 90 anos, então teve dias que vacinaram quatro pessoas. Poderiam incluir pessoas acima de 85, 80 anos para a fila andar com mais rapidez”, comentou, sugerindo que se abra mais o público alvo dentro dos grupos prioritários.

Saretta também voltou a cobrar ampliação, credenciamento de leitos de UTI para a Covid-19 e de pessoal qualificado para fazer frente ao colapso na saúde no Oeste. Segundo ele, em Concórdia, a UTI e os leitos clínicos estão lotados. “Ontem (17) havia na emergência três pacientes aguardando por vaga”, afirmou.

Reeleição

O deputado foi reeleito, por unanimidade, presidente da Comissão de Saúde da Alesc. O parlamentar disse que vai continuar realizando o trabalho na defesa da saúde dos catarinenses. “É uma tarefa importante e de muita responsabilidade, por isso, vamos continuar trabalhando e contribuindo na busca de ações para melhorar a saúde dos catarinenses e, neste momento, assim como já estamos fazendo, as ações no enfrentamento da pandemia”, declarou.

Colaboração: Susana Rigo / Assessoria de Comunicação