Começou nesta segunda-feira, 30, a semana estadual de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti. As ações se estendem até o dia 5 de dezembro. Durante esses dias, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) quer chamar a atenção da população para o problema da dengue no estado e incentivar a eliminação dos criadouros do mosquito.

 “O ano de 2020 foi marcado pelo registro do maior número de casos de dengue em Santa Catarina. Estamos perto do verão, época chuvosa e de calor, propícia para a reprodução do mosquito. E, é justamente por isso, que nosso objetivo é fazer com que cada um cuide do seu ambiente, eliminando locais que possam acumular água e que sirvam de criadouro para os ovos do Aedes aegypti”, explica João Fuck, gerente de zoonoses da DIVE/SC.

Santa Catarina, que tem 11 municípios em situação de epidemia de dengue, já contabiliza mais de 11 mil casos da doença. “A maioria dos casos são autóctones, ou seja, foram contraídos dentro do território estadual. Os dados registrados até agora são o reflexo da presença e disseminação do Aedes aegypti”, alerta João Fuck.

Ao longo da semana, a DIVE divulgará informações sobre as medidas a serem adotadas, bem como o resultado da ação de recolhimento de pneus que está ocorrendo em alguns municípios do Estado. Também, serão apresentados os resultados do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), atividade que está sendo realizada pelos municípios infestados e que mostrará o risco de transmissão das doenças na próxima temporada.

Confira a entrevista realizada no programa Ponto de Encontro:

 

Prevenção à dengue

A DIVE/SC alerta que eliminar os criadouros do mosquito é a melhor forma de prevenir dengue, zika e chikungunya, as três doenças transmitidas pelo vetor. “Se temos o mosquito, poderemos ter o registro das doenças. Por isso, é tão importante eliminar locais que possam acumular água e reforçar junto à população a importância das medidas de controle do mosquito. E essa, é uma ação compartilhada entre a população e o poder público”, explica o gerente.

Por isso, para ajudar a população a se organizar para eliminar os locais com água parada, a DIVE/SC preparou um check-list das principais ações que precisam ser realizadas semanalmente por cada morador de SC. Em um cartaz, com itens simples, a Diretoria elenca os principais locais que precisam ser examinados a cada sete dias.

Ciclo do mosquito

A fêmea deposita até 100 ovos nas paredes internas de recipientes que tenham ou que possam acumular água. Em contato com a água, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas, que dão origem às pupas. Delas, surge o adulto num ciclo de, aproximadamente, 7 dias. “Por isso, a ideia é que a cada semana, o morador confira os itens do check-list. Dessa maneira, conseguimos controlar o mosquito e consequentemente, diminuis os casos da doença em SC”, afirma João Fuck.

O Aedes aegypti tem como criadouros os mais variados recipientes que possam acumular água parada. Os mais comuns são pneus sem uso, latas, garrafas, pratos dos vasos de plantas, caixas d’água descobertas, calhas, piscinas e vasos sanitários sem uso. A fêmea do mosquito pode, também, depositar seus ovos nas paredes internas de bebedouros de animais e em ralos desativados, lajes e em plantas como as bromélias.

Colaboração: Bruna Matos / Assessoria de Comunicação