Anticoncepção corresponde ao uso de técnicas com a finalidade de impedir que a relação sexual resulte em gravidez. Os métodos podem ser divididos em reversíveis e definitivos. Entre os primeiros, destacam-se os dispositivos intrauterinos que são métodos contraceptivos reversíveis e de longa duração.

Existem diferentes tipos de dispositivos, podendo conter hormônios ou não em sua composição. Entre os hormonais podemos citar o DIU Mirena e o Kyleena. Já entre os livres de hormônios, podemos citar o DIU de cobre e o DIU de prata.

A eficácia desses dispositivos pode ser comparada à laqueadura e à vasectomia. Com taxas de gravidez ao longo de um ano de 0,6 mulheres a cada 100 nas usuárias de DIU de cobre e de 0,2 nas usuárias de DIU hormonal.

O DIU está indicado naquelas pacientes que desejam um método contraceptivo eficaz, reversível e de longa duração. Existem algumas situações em que está contraindicado, independente de ser hormonal ou não, como suspeita de gravidez, doenças inflamatórias pélvicas, infecções no trato genital, sangramentos desconhecidos, entre outros.

Algumas características de cada Dispositivo:

– DIU de cobre: como efeitos colaterais, pode haver aumento do fluxo menstrual e de cólicas nas usuárias. A duração desse método contraceptivo é de 10 anos;

– DIU de prata: possui cobre e prata em sua composição. Com isso, efeitos como aumento de sangramento menstrual e de cólicas possíveis com o uso de DIU apenas de cobre tendem a ser menores. A duração contraceptiva é de 5 anos;

– DIU Mirena: possui progesterona (um tipo de hormônio) em sua composição. Além do efeito contraceptivo, possui efeitos como diminuição do sangramento menstrual e de cólicas. Com isso, também pode ser usado no tratamento de alguns casos de sangramento uterino anormal e de dor pélvica crônica. Sua duração é de 5 anos.

– DIU Kyleena: possui o mesmo hormônio presente no DIU Mirena, porém em menor quantidade. Também possui alta eficácia e duração de 5 anos.

Mesmo pacientes adolescentes e aquelas que nunca tiveram filhos podem fazer uso desse método contraceptivo. Caso haja desejo gestacional antes do tempo de duração do método, 5 anos para DIU de prata, Mirena ou Kyleena e 10 anos para DIU de cobre, eles podem ser retirados e há um retorno rápido da fertilidade.

Quanto à inserção, podem ser inseridos no próprio consultório do ginecologista, podendo ser feito o uso de anestesia local (o que pode diminuir o desconforto da inserção). Também pode ser realizada a inserção do dispositivo no ambiente hospitalar, no centro cirúrgico com sedação. O mais importante para a escolha do método contraceptivo, é que a opção seja feita pela paciente. Para isso, a consulta com um ginecologista é fundamental. Nessa consulta, é possível saber quais as opções disponíveis e quais podem ser utilizadas com segurança. Durante a consulta, conversando e examinando a paciente, o ginecologista identifica condições clínicas que podem contraindicar um método contraceptivo. Além disso, todas as opções possíveis são explicadas (suas características, modo de uso, riscos e benefícios, bem como a eficácia). Assim, a paciente poderá escolher uma opção segura e que se encaixa na sua rotina.

Ouça a participação da Dra. Bianca Bez Batti De Pellegrin durante o Programa Ponto de Encontro, desta segunda-feira (20):

 

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A redação