Em tempos de pandemia da Covid-19, o recurso da telemedicina foi aprovado em caráter de emergência. Porém, a tecnologia não pode ser aplicada em todos os casos, como explica Dr. Fernando Amato, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

“Nos casos de câncer de pele, pode ocorrer progressão da lesão com seu aumento e, às vezes, até sangramento da lesão. Nesses casos, a conduta do especialista fica limitada quando feitas por meio da telemedicina, pois é preciso um exame mais detalhado para entender melhor a situação e propor um tratamento”, explica Dr. Amato.

Confira a entrevista sobre ‘telemedicina’ realizada no Ponto de Encontro:

 

O médico alerta ainda que, apesar do coronavírus, há outras doenças que não podem esperar a pandemia acabar, como são os casos de câncer de mama. “Diagnosticada a doença e com prescrição de mastectomia (retirada da mama), é preciso que a cirurgia aconteça o quanto antes. Caso já haja a liberação do mastologista para a reconstrução mamária, as duas cirurgias podem ser feitas em conjunto”, explica Dr. Fernando.

A reconstrução mamária é coberta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos planos de saúde no Brasil, porém, o Dr. Amato enfatiza que a reconstrução, imediata ou tardia, deve ser individualizada, respeitando as condições clínicas e tratamento ao qual a paciente será submetida.

Sobre Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

Colaboração: Débora Torrente / Gengibre Comunicação