Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que mais de 2 milhões de mulheres, no Brasil, apresentam miomas uterinos – que, nos últimos anos, têm apresentado crescente incidência. E cerca de 300 mil delas acabam perdendo o útero, trazendo uma série de possíveis sequelas físicas e, como não poderia deixar de ser, cicatrizes emocionais também. Desta forma, novas técnicas se tornam imperativas no momento de definir protocolos de tratamento – e a Embolização tem se tornado uma das escolhas mais seguras.

“Além de devolver a qualidade de vida para as mulheres, a Embolização de Mioma conta com recuperação mais rápida e praticamente elimina os riscos de esterilidade, garantindo o desejo de tantas mulheres de ser mãe”, afirma o Dr. Henrique Elkis, Radiologista Intervencionista, especialista em Embolização, e ex-diretor da Sociedade Brasileira de Radiologia intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE).

A técnica é um exemplo de tratamento minimamente invasivo, guiado por imagem e que preserva o útero e suas funções. A Embolização não necessita de cirurgia geral (utiliza a peridural ou raquidiana), não possui cortes, e o tempo médio de internação no hospital é de um dia.

Dr. Henrique Elkis participa de entrevista no Ponto de Encontro desta segunda-feira (9):

 

“Ainda há pouca informação sobre tratamentos como este, menos invasivos e traumáticos. Convencionalmente, o tratamento envolve a cirurgia tradicional, com a retirada do útero, que apresenta recuperação e pós-operatório mais sensíveis”, afirma o especialista.

Mioma Uterino – esses tumores benignos, também conhecidos como fibromas ou leiomiomas, surgem no útero e podem causar dores, cólicas, sangramento excessivo, prisão de ventre, perda espontânea de urina, aumento do volume abdominal e ainda dificuldade de engravidar ou de manter uma gestação. Segundo a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), estima que cerca de 80% das mulheres em idade fértil, na faixa dos 30 a 50 anos, tenham miomas uterinos.

Colaboração: Fernanda Bezerra / Assessoria de Comunicação