Polícia Civil investiga possível homicídio em Orleans

O caso foi registrado no mês de setembro deste ano, no centro da cidade

252
Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil de Orleans iniciou a investigação referente a morte de um homem que teve queimaduras pelo corpo. O caso foi registrado no dia 5 de setembro deste ano, por volta das 23 horas, no Centro de Orleans. A vítima foi identificada como M. R. N.. Segundo consta no Boletim de Ocorrência, o homem estava ingerindo bebida alcoólica na cama, quando derramou. Depois acendeu um cigarro, sendo que logo iniciou o fogo que atingiu um cobertor.

Conforme a Polícia Civil, na sequencia a companheira da vítima de 68 anos, M. L. S., que estaria dormindo ao lado, conseguir apagar as chamas e por volta de 1 hora, do dia 06 de setembro, acionou o SAMU. A vítima foi atendida e encaminhada para a Fundação Hospitalar Santa Otília e, na sequência, enviado ao Hospital São José de Criciúma, sofrendo queimaduras em 65% do corpo, resultando em sua morte.

“Considerando as estranhas condições fáticas, especialmente diante da desproporção entre a combustão de um pouco de cachaça e as lesões sofridas pela vítima, foi determinada a imediata oitiva da comunicante, bem como a expedição de guias para realização de exame pericial no local dos fatos e também exame pericial cadavérico. Também em razão do histórico de violência doméstica perpetrada por M. R. N. contra M. L. S, sua companheira, bem como o lapso temporal entre o incêndio e o chamamento do SAMU”, disse o Delgado Ulisses Gabriel.

Segundo a Polícia Civil, a garrafa em que continha bebida não queimou no incêndio. Após investigações, nos fundos da residência foi encontrada uma garrafa de álcool, que recentemente havia sido arremessada lá. A companheira da vítima ainda mudou a cena dos fatos, virando o colchão que possui marcas profundas de queimadura.

Segundo o laudo pericial do IGP, ocorreu incêndio “com uso de substância inflamável e que o líquido contido na garrafa de cachaça não possuía capacidade de criar diversos focos de incêndio nas roupas de cama com uso de cigarro ou fósforo e não provocava aumento da suscetibilidade ao início do fogo se derramado nos tecidos analisados”, fazendo cair por terra a versão da suspeita que, ao que tudo indica, teria sido a autora de crime de homicídio pelo meio cruel e sem chances de defesa para a vítima.

Nesta semana serão ouvidas as últimas testemunhas e após isso o inquérito será enviado ao Poder Judiciário.

Foto: Polícia Civil