A Epagri e o Sebrae realizam nesta sexta-feira, 6, o I Workshop de Indicação Geográfica (IG) para a Maçã da Região de São Joaquim. O evento acontece entre 8h30min e 13h, no auditório da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR).

Esse será o primeiro contato oficial da cadeia produtiva da maçã com o conceito de Indicação Geográfica, explica Marlon Francisco Couto, gerente regional da Epagri em São Joaquim. A Indicação Geográfica é uma forma de valorização do produto de uma região ou território, cuja procedência adquiriu notoriedade em decorrência do modo de fazer, das características ambientais locais e outros fatores. O champanhe é um exemplo clássico de IG.

Workshop

São esperadas cerca de 60 pessoas no evento, entre representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), empresas e cooperativas, além de fruticultores, técnicos e outros profissionais do setor de fruticultura. Também foram convidadas autoridades representando os municípios da região e membros da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) e da Associação dos Produtores de Maçã e Pera de SC (AMAP).

De acordo com Marlon, o objetivo do workshop é sensibilizar os membros da cadeia produtiva para o tema e conhecer a posição deles quanto à busca dessa certificação. O pedido de uma IG deve ser encaminhado sempre por uma associação que represente a cadeia produtiva, não pode ser solicitado pela Epagri ou pelo Sebrae, por isso a importância da discussão do tema com os representantes do setor, para que se possa saber se eles estão dispostos a avançar na proposta.

Valorização

O gerente regional da Epagri em São Joaquim entende ser importante a busca de uma IG para a maçã produzida na região, para valorizar o produto e trazer ainda mais reconhecimento nacional. Por outro lado, o consumidor também é beneficiado, pois saberá a procedência da fruta que compra. A IG pode ainda movimentar outros setores da economia local, como turismo e gastronomia, atraindo riquezas para os municípios, pondera Marlon.

No ano passado a Epagri já iniciou análises científicas das maçãs produzidas na região. “É preciso provar que as frutas daqui têm características que as diferem das de outras regiões, para justificar o pedido de uma IG”, esclarece Marlon.

Indicação geográfica

O processo de obtenção de uma IG é bastante específico. Requer, entre outros documentos, um estudo que demonstre características de clima e de solo que unifiquem a região solicitante. Além desse estudo, a Epagri também coordena outras ações exigidas para a certificação. Ao final do processo os documentos são reunidos num dossiê, que é enviado para o Instituto Nacional de da Propriedade Industrial (INPI), que é quem decide pela concessão ou não da IG.

Santa Catarina já conta com a IG do Vales da Uva Goethe. Ainda neste ano deve sair a IG para a Banana Corupá. O processo para obtenção de Indicação do Queijo Artesanal Serrano depende apenas da avaliação do INPI. A Epagri também vem produzindo os estudos necessários para as IGs da erva-mate do Planalto Norte catarinense, dos vinhos de altitude e do mel de melato da bracatinga. O milho crioulo, o alho, a cebola a farinha de mandioca e o arroz são outros produtos apontados pela Epagri como potenciais Indicações Geográficas.

Colaboração: Gisele Dias / Assessoria de Comunicação