O novo Técnico que comandará o Criciúma Esporte CLube nos próximos jogos, Argel Fucks, foi apresentado à imprensa e aos torcedores, na manhã desta sexta-feira (23). O repórter Eraldo Luiz esteve na Sala de Imprensa do Criciúma E.C, e acompanhou a coletiva, ouça:

 

Mobilização da torcida, cidade, imprensa, comissão técnica, jogadores e diretoria. Esse foi o pedido do técnico Argel Fucks em sua primeira entrevista coletiva como novo treinador do Criciúma. Apresentado nesta quinta-feira em substituição ao interino Grizzo, Argel chega para sua terceira passagem no Tigre – as outras foram em 2010 e 2013.

O técnico chega em uma situação delicada, com o time na zona de rebaixamento do Catarinense e a precoce eliminação na Copa do Brasil, na segunda fase, com a derrota nos pênaltis para o Cianorte.

– É uma situação parecida com a de 2013, quando éramos lanternas do Brasileiro da Série A, com 95% de chances de cair e conseguimos todos. Foi uma união grande em 2013, da torcida, da cidade, da imprensa, da comissão técnica, dos jogadores. Houve uma mobilização total na cidade. Eu conheço esta casa. Trabalhamos em 2010, conseguimos um objetivo legal, em 2013 também – permanecer na Série A do Brasileiro, onde é o lugar do Criciúma. O Criciúma é um clube grande, campeão da Copa do Brasil, já jogou Libertadores. A receita, é um desafio grande, é trabalhar muito. Tenho confiança no grupo de jogadores, sei que podem render mais do que vem rendendo. Vamos dar tranquilidade, confiança, moral, cobrar quando tem que cobra. O mais importante neste momento é a mobilização da cidade – disse Argel.

Com a responsabilidade de reerguer o clube, Argel descartou o rótulo de salvador e voltou a frisar que a união e o trabalho são os elementos que irão tirar o Tigre da incômoda situação.

– É hora de dar as mãos. Ninguém consegue sozinho. Eu não sou o salvador, não tem nada disso. O Criciúma com seu tamanho, sua história, não pode estar no momento que está no Campeonato Catarinense. Vamos fazer a recuperação o mais rápido possível.

Para ele, a presença da torcida será fundamental para a retomada do caminho das vitórias. A estreia de Argel será neste domingo, no duelo contra o líder Figueirense, às 17h, no Heriberto Hülse.

– Era um desejo meu voltar a trabalhar no Criciúma. Eu gosto da cidade, me sinto bem, gosto de trabalhar aqui. Tenho amigos na cidade, um carinho pelo Tigrão. Sempre tivemos identificação e sintonia fortes. O torcedor sempre foi nosso 12º jogador em campo. A receita é se abraçar. Não pode um time igual o Criciúma, com a história que tem, levar três mil pessoas ao estádio. Domingo temos um clássico, contra uma grande equipe, contra o líder do campeonato, precisamos 10 mil pessoas no estádio, cantando empurrando, para o Criciúma voltar a ser o que é.

Objetivos

O primeiro objetivo nosso é sair da zona de rebaixamento. Eu entendo o presidente, o nosso projeto é longo, até o final do ano. o Presidente está motivado para a Série B do Brasileiro, mas neste momento não podemos pensar nisso. Claro que internamente eles vão trabalhar para isso, com reforços. A própria equipe vai dizer se precisa de reforços. se está bem não precisa contratar. Nosso foco é o Catarinense, Copa do Brasil passou, temos hoje e amanhã para trabalhar. Temos um jogo importantíssimo que pode ser a nossa virada, contra o líder. Nosso objetivo não é ser campeão Catarinense, nem chegar em segundo, não vamos iludir o torcedor. Nosso objetivo é sair o quanto antes da zona de rebaixamento e colocar o Criciúma em uma posição digna.

Como fazer o time render

A gente é do futebol, acompanhei em alguns jogos. Esse time do Criciúma joga bem. Jogou bem contra o Joinville, contra a Chapecoense. Pode render mais do que está rendendo. É um time jovem, com garotos, mas é um projeto do clube apostar. A base do Criciúma sempre foi forte e sempre será. O investimento é grande. A saída dos clubes é a formação. Quando coloca vários jogadores da base, eles vão oscilar. Precisa de uma sustentação. Estamos aqui para dar essa tranquilidade, para trabalhar, para render mais na parte física, na parte técnica, para ser competitivo, como a cara do Tigre. Não podemos fugir das raízes do clube. Domingo eles vão dar uma resposta diferente, com uma atitude diferente e vamos trabalhar no dia a dia. Não tem muito o que falar, mas é trabalhar. Quero frisar a importância do torcedor estar no nosso lado.

Texto: GloboEsporte.com, de Criciúma (SC)

Foto: Matheus Thomaz/Rádio Marconi