O bancário Anthony Külkamp Dias, 35 anos, que ficou famoso no país após aparecer em um vídeo tocando violão na sala de cirurgia enquanto o renomado médico Macos Ghizoni retirava um câncer na cabeça, morreu no início da noite desta quarta-feira (28), por volta das 18h50min, no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão. O corpo será velado na Igreja a Verdade que Liberta, na rua Luiz Inácio Faraco, Vila Moema, em Tubarão.

Ele descobriu que tinha um astrocitoma anaplásico de grau 3, em março de 2015. Era casado com Tamara Lauriano Dias e tinha um filho, Emanuel, com 2 anos. Na cirurgia, que ficou acordado para a retirada do tumor (aproximadamente 90%), Anthony surpreendeu a todos pelo sincronismo entre tocar seu violão e cantar, e foi uma proposta do próprio médico para que ficasse monitorando se haveria reações cerebrais durante o procedimento.

Após oito meses de tratamento de quimioterapia e radioterapia até fevereiro de 2016, em junho do ano passado, a família recebeu o diagnóstico de que o tumor havia voltado, agora em grau 4, e que seria necessário novo tratamento. Ele iniciou novamente a quimioterapia e radioterapia em setembro do ano passado, e estava em tratamento.

Para entender é preciso retroceder a fevereiro de 2015, quando ele foi diagnosticado com o tumor cerebral. Três meses depois, passou por uma cirurgia de extração e, após, pelos tratamentos de quimio e radioterapia. Então veio mais um diagnóstico: estava curado. No entanto, em junho de 2016 retornou a apreensão e, com ela a incerteza voltou a preocupar o paciente, tudo porque novos exames constataram que o tumor reapareceu. Conforme a esposa de Anthony, Tamara Dias, infelizmente foi comprovado que o tumor voltou com mais intensidade ainda após uma ressonância. “No ano passado, o procedimento foi particular, contudo, o plano de saúde cobriu apenas 12% de participação no tratamento. As medicações e os tratamentos são muito caros. Uma campanha chegou a ser organizada a partir do mês de abril deste ano para colaborar no pagamento das sessões de quimio e radioterapia, e na compra de medicamentos.

A cirurgia cerebral ocorreu no fim de maio do último ano. Foram nove horas de procedimento. O seu caso foi reportado pelos principais meios de comunicação do Brasil e também ganhou manchetes internacionais. A ideia de tocar e cantar ocorreu um dia antes. O braçonortense Anthony concordou à época, pois envolvia a parte responsável pela coordenação motora, fala e memória. O método é utilizado para evitar grandes problemas e garante a qualidade de vida do paciente.

Com informações do Jornal Notisul