Conseleite: Há uma década, desenvolvendo a cadeia produtiva do leite

Foto: Divulgação

Um organismo privado para dar total transparência e desenvolver a ampla e complexa cadeia produtiva do leite em território catarinense foi criado há dez anos: o Conselho Paritário Produtor/Indústria do Estado de Santa Catarina (Conseleite).

A iniciativa foi da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e Sindicato das Indústrias de Laticínios e Derivados de SC (Sindileite). Sua estruturação teve a assessoria da Universidade Federal do Paraná, que ajudou a constituir o Conseleite daquele estado. Até hoje, a UFPR faz o cálculo dos preços de referência do leite, utilizando metodologia definida e aprovada pelo Conselho.

“Esse colegiado mudou as relações entre os elos da cadeia”, avalia o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo.

O Conseleite – atualmente presidido pelo vice regional da Faesc no extremo oeste Adelar Zimmer – é uma associação civil sem fins lucrativos organizada em uma diretoria, uma secretaria e uma câmara técnica e econômica. Sua composição é paritária: tem igual número de representantes dos produtores e das indústrias – oito titulares e igual número de suplentes para cada lado.

O Conseleite promove o relacionamento entre os integrantes do sistema agroindustrial lácteo, conjugando esforços de todos os agentes econômicos, desde o fornecimento de insumos, a produção de leite nas propriedades rurais, seu processamento pela indústria, distribuição dos produtos derivados, até a venda dos produtos finais ao consumidor.

Zela pelo aprimoramento do sistema de avaliação da qualidade do leite e dos produtos derivados, efetuando estudos, desenvolvendo pesquisas, e promovendo a sistematização, divulgação e constante atualização dos critérios tecnológicos de avaliação e aferição desta qualidade. Define uma política de fomento à produção de leite e produtos derivados e uma política mercadológica para o setor.

Para o presidente da Faesc, atividades essenciais do Conselho são as análises técnicas e econômicas acerca da estrutura e evolução do mercado do sistema agroindustrial lácteo, inclusive no que tange às condições de contratação e negociação comercial entre os integrantes do setor.

A Câmara Técnica e Econômica sistematiza e divulga os resultados das análises e estudos desenvolvidos pelo Conselho ou por órgãos contratados, orientando os integrantes do sistema com vistas a aprimorar as condições de contratação e negociação comercial entre os integrantes do sistema e os critérios para avaliação da qualidade do leite e produtos derivados de Santa Catarina.

Essa Câmara é composta por técnicos, dirigentes e especialistas e tem caráter consultivo. Os membros da Câmara são escolhidos dentre técnicos e profissionais de reconhecida capacidade nas matérias da competência da Câmara.

É atribuição da Câmara desenvolver pesquisas visando o constante aprimoramento e atualização dos critérios tecnológicos de avaliação da qualidade do leite, bem como das técnicas de contratação e negociação comercial no sistema agroindustrial lácteo do Estado de Santa Catarina.

PESQUISA E ATUALIZAÇÃO

Outros compromissos são: atualizar produtores e industriais acerca da evolução dos critérios utilizados para a determinação e avaliação da qualidade do leite e das técnicas de contratação e negociação comercial do setor; acompanhar a evolução de preços e custos dos produtos do setor e elaborar laudos técnicos, no esclarecimento de dúvidas e na conciliação de conflitos entre os integrantes do sistema, quando versarem sobre questões ligadas à sistemática de avaliação da qualidade do leite ou de contratação e negociação comercial no setor.

Colaboração: Marcos Bedin / MB Comunicação

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