Pescadores acumulam prejuízos com a falta da tainha no Rincão

Pelo menos 42 mil pescadores artesanais dependem da tainha no estado

Pesca da tainha vai até julho em SC (Foto: Adriana Laffin/Divulgação)

Os problemas são muitos no Balneário Rincão, que vive uma verdadeira estiagem no mar. Rancho, combustível, reparos no motor, são alguns fatores que preocupam cerca de 400 famílias que vivem da pesca artesanal.

Os pescadores não param de contabilizar prejuízos com a falta da tainha no balneário. “Nossa safra atual não está nem próxima das piores que tivemos nos últimos anos”, avalia o presidente da Colônia de Pescadores do Rincão, João Picolo.

Nesta segunda-feira (19), o programa Comando Marconi destacou a importância do faturamento para os pescadores do Rincão. Ouça:

 

Falando nisso

A Federação dos Pescadores de Santa Catarina estima que foram pescadas 180 toneladas de tainha no litoral catarinense. A safra está em 30% do que foram registrados em 2016, quando, nesse mesmo período, os pecadores já tinham retirado 600 toneladas.

A temperatura da água mais elevada é a principal culpada. Ocorre que, para uma aproximação segura e freqüente dos cardumes, é necessário que a água do mar esteja com temperatura média de 14 graus nesta época. “Mas está entre 22 a 24 graus. A água segue muito quente conforme as últimas medições, e com isso a tainha não se aproxima da costa para fazer a desova”, relata o presidente  da Fepesc, Ivo Silva.

 

COMPARTILHAR