Deputados criticam situação caótica de rodovias estaduais

Foto: Solon Soares/Agência AL

Parlamentares das bancadas do PR, PP e PCdoB criticaram duramente a situação das rodovias estaduais na sessão desta terça-feira (30). “As rodovias estaduais estão em frangalhos, Caçador, Matos Costa, Porto União está uma calamidade pública, Princesa a São José do Cedro a situação é caótica”, declarou Mauricio Eskudlark (PR), que também lamentou o estado das rodovias que ligam Abelardo Luz ao Paraná e Iporã do Oeste a Itapiranga. “Espero que o governador determine providências, depois dessa semana de chuvas a situação vai piorar se não tiver uma ação emergencial”, alertou.

Cesar Valduga (PCdoB) pediu a atenção do Deinfra para a SC-452 e SC-355, no Meio Oeste. “É uma região importante para o PIB, tem agroindústrias importantes”, lembrou Valduga. João Amin (PP) cobrou a revitalização das SC-407, que liga Biguaçu a Antonio Carlos. “A estrada não suporta mais o crescimento econômico regional, é uma via estreita, com pedestres, tobatas, tratores, mas pelo jeito não é importante para o governo do estado”, disparou o deputado.

João Amin lembrou que em 2015 foi realizada uma audiência pública em Biguaçu, oportunidade em que a comunidade e os dirigentes locais cobraram uma solução para a estrada. “Anunciei que a obra estaria prestes a iniciar em julho de 2017”, confessou o deputado, revelando em seguida que no Deinfra “nem atender o telefone, atendem mais”.

Ismael dos Santos (PSD) admitiu que o estado atual das rodovias é precário, mas ponderou que uma decisão do governo deverá mudar o panorama. “Estivemos conversando com o deputado Vampiro (secretário de Infraestrutura) e o pessoal vai trabalhar das 23h até as 6h da manhã, esperamos que assim consigamos avançar na manutenção”, informou Ismael.

ADRs gastam mais que as SDRs
A mudança semântica de secretarias de desenvolvimento regional (SDRs) para agências de desenvolvimento regional resultou no aumento dos custos em R$ 40 milhões. “A SDR mudou de nome, mas os gastos ficaram maiores em R$ 40 milhões, são mais 2 mil funcionários à disposição, é lamentável, não tem solução, a ADR de São Miguel do Oeste é pequena, mas tem 45 funcionários, outras têm 70, 80 funcionários”, detalhou Eskudlark.

Colaboração: Vítor Santos / Agência AL

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